sábado, 16 de abril de 2011

Pandora

     

     De acordo com a mitologia grega, Pandora, criada pelos deuses para castigar o desafio de Prometeu,  responsável pela vinda do mal sobre a Terra. Personagem mitológico, deus da estirpe dos titãs, que roubara o fogo dos céus e o entregara aos mortais. A versão mais conhecida da lenda de Pandora é relatada no século VIII a.C. pelo poeta Hesíodo, na Teogonia. Zeus decidiu vingar-se e ordenou a Hefesto, deus do fogo, que plasmasse com terra uma mulher de extrema beleza, à qual os deuses do Olimpo concederam presentes e qualidades excepcionais. Atena ensinou-lhe as artes do sexo feminino e Afrodite os encantos da beleza. Hermes concedeu-lhe o dom da palavra insinuante e as Graças cobriram-na de jóias raras. Por isso foi chamada de Pandora, que em grego significa "portadora de todos os dons". 


A caixa
Zeus encarregou-a então de entregar a Prometeu, em grego "o previdente", uma caixa fechada, mas este resistiu aos encantos de Pandora e recusou-se a abrir o presente. Foi enviada a Epimeteu, a quem Prometeu recomendara que não recebesse nenhum presente dos deuses. Vendo-lhe radiante beleza, Epimeteu esqueceu o que foi dito pelo seu irmão e tomou-a como esposa. Depois, pediu-lhe que abrisse a caixa, da qual escaparam todos os males e desventuras que desde então afligem os humanos. Arrependido, Epimeteu, cujo nome em grego significa "o que reflete tardiamente", tentou fechar a caixa, mas conseguiu apenas nela encerrar a esperança, que seria o consolo da humanidade. Zeus não perdoou Prometeu por ter escapado à armadilha e o acorrentou ao Cáucaso, para que um abutre eternamente lhe devorasse o fígado. A expressão "caixa de Pandora" passou a ser empregada como sinônimo de tudo que, sob aparência de encanto, é fonte de males e desgraças.

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